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Por que o show do Franz Ferdinand é imperdível?

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Franz Ferdinand

Porque a banda já faz história e é influente. O universo pop estava sisudo e norte-americano demais na primeira metade dos anos 2000, com Strokes, White Stripes e Kings of Leon compondo a linha de frente e cantando sobre suas angústias e desencantos de “jovens adultos”.

A tradicional resposta do além-mar veio através de um rock dançante, algo escrachado, mas enérgico e contagiante, feito com mais guitarras que sintetizadores, que o Franz Ferdinand apresentava em seu homônimo disco de estreia em 2004. Com as pistas retomando sua vocação roqueira, uma nova leva de bandas veio à tona, entre elas Bravery, The Killers e Kaiser Chiefs. O quarteto escocês também pavimentou o caminho para a geração seguinte, liderada pelos Arctic Monkeys.

Porque é um show para dançar até o fim. Claro que dá para você ficar num canto, ar blasé, copo e cigarro ocupando as mãos. Mas convenhamos que para isso existem espetáculos mais apropriados – do tipo que são realizados em teatros com assentos numerados, entende? Na noite de amanhã, no Pepsi On Stage, vista roupas e calçados confortáveis para quase duas horas de hits, dos primeiros Take me Out e This Fire aos mais recentes Ulysses e No You Girls. Sem contar intervenções bizarras – como a vinheta eletrônica que abre Lucid Dreams e o “ataque” da banda ao kit de bateria para fechar Outsiders.

Porque eles estão no auge, ao contrário de alguns nomes que têm passado por aqui... Seis anos após sua estreia, o Franz Ferdinand ainda não sentiu o cansaço bater. E não são só as incessantes turnês mundiais que provam o vigor físico. O cérebro também funciona – o disco mais recente (o terceiro, apenas, Tonight: Franz Ferdinand, lançado em 2009) dilui qualquer dúvida. Foi como se, cansado de chacoalhar no centro dos spots coloridos, o FF decidisse se recolher para um canto mais escuro – mas não menos divertido – da balada. Um caso raro de banda que ousou abandonar uma fórmula de sucesso ainda nova para dar vazão à criatividade. E acertou, como também pode ser comprovado na trilha do filme Alice, de Tim Burton, com a obscura The Lobster Quadrille.

Porque eles são divertidos pra caramba. Se não fossem músicos, Alex Kapranos, Nick McCarthy, Paul Thomson e Bob Hardy não passariam fome como humoristas. Desde o início, o grupo escocês esbanja bom humor tanto nas composições quanto nos shows ao vivo – sem falar nas sessões de foto, nas coletivas de imprensa e no trato com os fãs. Nos videoclipes, então, os rapazes – que, diga-se a verdade, não têm nenhuma pinta de galãs – incorporam seu lado mais canastrão e piadista (No You Girls e Do You Want To são os maiores exemplos). Quando não, brincam a respeito da própria sexualidade – ou você nunca desconfiou do teor capcioso de Michael? Para “piorar”, regravaram nada menos que Womanizer, hit de 2008 de Britney Spears.

Os caras já se apresentaram em Porto Alegre (18/03) e no Rio (19/03). Hoje é a vez de Brasília conferir a performance ao vivo no Marina Hall. Fechando a turnê no Brasil, o último show será realizado em São Paulo, dia 23, na Via Funchal.





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